CENÁRIO BRASILEIRO

Relações governamentais e defesa de interesses no Brasil estão emergindo das sombras. Concomitantemente, os avanços tecnológicos facilitam de forma crescente o acesso a diversas informações, e fragmentam e democratizam os meios de comunicação. O impacto da soma desses fatores, já sentidos nos mercados europeu e americano, é o aumento da procura por soluções mais sofisticadas para atender as necessidades cada vez mais complexas das empresas multinacionais e suas respectivas associações.

As empresas devem analisar constantemente o ambiente em que atuam em termos políticos, econômicos e culturais, afim de avaliar tanto os riscos presentes como as oportunidades disponíveis, pensando não apenas em suas operações locais, mas também em seus empreendimentos globais. Esse processo, combinado com medidas para envolver os principais stakeholders do setor, é o que nós da Concordia definimos como public affairs.

A economia dinâmica do Brasil está atraindo cada vez mais os investimentos de operadores do mercado internacional, assim como do próprio mercado local. Enquanto o país é relativamente aberto ao investimento estrangeiro, as multinacionais muitas vezes enfrentam desafios regulatórios e políticas públicas, algumas vezes explícitas e outras vezes não tão óbvias, que exigem análises e abordagens estratégicas específicas e sob medida.

O compromisso do governo em desenvolver a indústria nacional combinado com o aumento do ativismo regulatório e da interferência política nas agências reguladoras, significa que hoje tanto os atores locais quanto internacionais podem se beneficiar de expertise externa para lidar com o Estado brasileiro. Dado que o governo muitas vezes é um grande concorrente ou cliente em potencial, as empresas também se beneficiam com serviços estratégicos de orientação sobre contratos públicos e/ou parcerias público-privadas (PPPs).

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